Um dos pilares da economia chilena, a indústria vinícola, foi os sectores mais afectados pelo terramoto, registando 184 milhões de euros de prejuízos.
Na madrugada de 27 de Fevereiro, quando faltavam apenas dois dias para começar a época das vindimas no país que é o quinto maior exportador mundial de vinho, o Chile sofreu um violento sismo de magnitude 8,8 na escala de Ritcher.
Os produtores das duas regiões mais importantes na produção vinícola, próximas do epicentro, registaram milhões de litros de vinho espalhados pelo chão das adegas. O balanço aponta para 125 milhões de litros o que representa um quarto do consumo anual em Portugal.
Um administrador da Sogrape, empresa portuguesa que é proprietária de uma vinha no Chile, revelou que sofreram alguns prejuízos relacionados com estragos em construções mas a produção de vinho não foi muito afectada.
O Chile é apontado como um país onde se consegue ter produtividades elevadas através da liberalização da plantação e de custos de produção inferiores aos praticados na Europa, com o sector vinícola a gerar receitas superiores a 700 milhões de euros e um posicionamento muito agressivo nos mercados mundiais.
Há quem admita que os produtores poderão estar a esconder a real dimensão dos estragos com o objectivo de preservar a posição que o país alcançou entre os 10 maiores produtores mundiais.
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