O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que deverá levar alimentação a cerca de dois milhões de haitianos pelo menos por um ano, dobrando as expectativas iniciais, segundo a sua directora executiva, Josette Sheeran.
A responsável da agência explicou que a situação no país, de onde acaba de regressar, é pior do que pensavam, pelo que "precisamos alimentar a população por mais tempo e com mais quantidade de comida do que pensámos inicialmente”, afirmou a diplomata americana.
Josette afirmou ainda que os primeiros cálculos divulgados pouco depois do terramoto de 12 de Janeiro previam a necessidade de alimentação parcial de cerca de dois milhões de pessoas por seis meses, pois confiavam na recuperação dos mercados locais de alimentos após algum tempo.
No entanto, a devastação das infra-estruturas públicas, imóveis e estabelecimentos comerciais causada pelo violento sismo é maior que se esperava. Por isso, esta responsável ressaltou que agora a ONU terá que cobrir praticamente todas as necessidades nutritivas de pelo menos dois milhões de desabrigados por um ano, já que não deve ser possível conseguir no mercado os alimentos para complementar as quantidades proporcionadas pela ajuda humanitária.
Acrescentou ainda que é necessário o envio de produtos alimentares prontos para comer, pois a população em geral não tem fogões, água ou utensílios para preparar a comida pelo que, até agora foi dada prioridade à distribuição de bolachas energéticas e pacotes de creme de amendoim reforçado com vitaminas para as crianças, indicou.
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