Os legisladores chineses estão a preparar um projecto de lei que pretende ilegalizar o uso de cães e gatos na alimentação humana, uma prática é ancestral em várias regiões da China, sobretudo no Sul do país.
Esta tradição tem vindo a ser contestada pela ocidentalizada classe média em crescimento e, de acordo com a imprensa local, o projecto de lei, que será votado em Abril, pune o consumo de carne de cão e de gato com uma multa que pode ir até aos 5 mil yuans (500 euros) ou 15 dias de prisão.
Para conseguir melhores resultados desta medida, os legisladores querem “atacar” a componente de negócio pelo que a pena para quem produza e comercialize este tipo de carne pode chegar a um ano de prisão ou a uma multa até 500 mil yuans.
Uma equipa de juristas dirigida por um responsável da Academia Chinesa de Ciências Sociais está a elaborar “uma lei proibindo comer aqueles dois animais”, disse o Global Times, jornal do grupo Diário do Povo, órgão central do Partido Comunista Chinês.
A carne daqueles dois animais, considerada de alto valor nutritivo, sobretudo no Inverno, é especialmente apreciado nas províncias do sul da China e pela minoria étnica coreana, que vive no norte do país. Diz-se que a carne de cão e de gato tem propriedades medicinais e “aquece o corpo”, mas defensores dos direitos dos animais argumentam que “essa crença não é confirmada pela ciência”.
Em alguns restaurantes do sul da China, um quilo de carne de cão, já cozinhado, custa 79 yuan (8 euros), o que é considerado barato.
Fonte: Lusa
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